Em todas as àreas, existem linhas invisíveis que temos que contornar com bastante cuidado para evitar situações inconvenientes. Para os Webdesigners, separei os 7 pecados capitais baseado no artigo divulgado no site webdesignerdepot. Coloquei algumas informações pessoais que passei ao longo da minha carreira. Aproveitem.
1. Luxúria
O primeiro pecado na nossa lista é a luxúria. Esse é caracterizado por um amor excessivo do trabalho de outro profissional, em relação ao próprio.
No fundo, pode acontecer de tão obsecado no trabalho de outros amigos/profissionais acabamos por realizar criações que mais pareçam homenagens a eles, do que materializar idéias que transmitam o seu próprio estilo e o objetivo do cliente. Admirar alguem pelo enriquecimento da profissão é uma bacana e louvável… só que seu trabalho deve ser SEU e não Dele.
Como resolver essa questão?
Procure limpar a cabeça antes de começar um novo projeto, com isso a chance de copiar outra pessoa é bem menor. Dê uma pausa, vá ver um filme, corte as unhas, lave a louça… sei lá. Caso as idéias não aparecam e a tentação da cópia pareca inevitável, pare tudo e busque outra coisa pra fazer. Consiga o impossível para colocar originalidade no seu trabalho.
Ver pornô nem sempre é a saida… ou talvez a entrada? Sei lá…
2. Gula
Este pecado é facilmente reconhecível. O designer guloso é aquele que coloca todas as informações, referencias, aplicativos, animações, cores, textos, imagens de maneira exagerada no projeto. É o carnavalesco em pessoa.
Nem sempre todas as alas da escola precisam estar cheias de brilhos e lantejoulas. O mesmo caminho são os sites. Você é pago pra colocar um bom projeto no ar, não todas as suas técnicas secretas ninja. Evite os elementos desnecessários, pois uma vez que seu projeto cruze a linha, já era. É preciso ser sensível para equilibrar todos os elementos para a produção de um projeto. Lembre-se: as vezes menos é mais.
Procure manter o seu projeto sempre com areas livres para que o visitante sinta-se confortável para entrar e curtir a “casa” que foi desenhada para ele.

P: Posso colocar mais uma seção no site? R: Não.
3. Ganância
Aqui é outro pecado fácil de cometer. É quando fica evidente que o dinheiro tem prioridade sobre o projeto e o projeto é feito nas coxas.
Talvez o webdesigner/freelancer tenha vários projetos para serem executados, tornando impossível dar atenção igual para todos. Geralmente o de maior orçamento encabeça a fila, deixando o mais modesto para o final, e como em qualquer serviço, o último da fila sempre sofre.
Orgulhe-se de cada projeto que você criar. Nunca entregue um produto que é inferior ao seu potencial. Somos artistas, e este é nosso ofício. Quando um cheque de pagamento começa embaçar seu julgamento, lembre-se que em primeiro lugar você ficou super animado com o projeto, antes de receber qualquer centavo.
A ganância é um poderoso motivador, mas nunca deve ser sua inspiração. Outra forma de reacender sua paixão é pegar o briefing com unhas e dentes e imaginar que a Geisy Arruda é a Juliana Paes. Eu sei… a tarefa é difícil… mais nos menores trabalhos que vieram as melhores surpresas.
Esse dinheiro? Não é meu não… é do arrego do Sr. Vader
4. Preguiça
A preguiça é um deslize que sempre chama a atenção nas comunidades de design. Quando um designer repete padrões ou combinações de elementos constantemente em seus projetos, eles automaticamente são culpados deste pecado. Tornar-se preguiçoso na nossa profissão é quase imperdoável, e uma vez “queimado” fica muito difícil de reaver a reputação e a confiança.
Um designer deve se esforçar para tornar cada um dos seus sites originais. Se você pegar a si mesmo sendo um preguiçoso ou repetitivo, procure olhar para novas fontes de inspiração. Diferentes estilos e influências vão dar vida nova ao seu trabalho, conduzindo a novos caminhos e direções.

Trabalhar? Deixe a incompetência fazer o trabalho.
5. Ira
Esse pecado não fica visível em seu trabalho, mas em suas palavras e ações. Você tem que ter auto controle e não ser deselegante em reuniões, principalmente com clientes. A sua visão que trabalha com design é uma, e não espere seu chefe ou quem está te contratando acompanhe seu raciocínio e compre suas propostas para o projeto de primeira.
Claro, você tem que sentir orgulho do seu trabalho e principalmente ter ponto de vista para o defender. Só que o cliente/chefia é quem tem a palavra final, o sim e o não, e você tem que respeitar isso. Não há necessidade de ficar na defensiva ou provocar um cliente porque ele não aprovou o seu trabalho. É necessário ajustar os interesses de ambas as partes e buscar um entendimento, só uma coisa tem que ficar clara: o trabalho que ira para o ar é seu e com isso a responsabilidade é totalmente sua.
Antes de mandar seu chefe/cliente para aquele lugar, pense antes de responder às mensagens mais agressivas, para que você não jogue tempo e dinheiro fora inviabilizando o projeto.

- O QUE É ISSO AQUI, essa coisa colorida? – Ué… foi você que pediu.
6. Inveja
A inveja é quando você “baba o ovo” ou “pela o saco” de outros profissionais criando seus projetos exatamente iguais, onde somente pequenos traços quase imperceptíveis são justificativas para tentar evitar a copía.
Para captar um pouco da popularidade que outro designer está gozando, você direciona o seu trabalho na mesma direção, comprometendo a originalidade. Há maneiras de pedir emprestado um modelo que você admira, sem copiar descaradamente a abordagem ou estilo.
A inveja é prejudicial ao design, porque você vai perder a credibilidade com seus colegas. Há maneiras de resistir à tentação de copiar trabalho alheio. Identificar a idéia essencial que agrada a você sobre um projeto e, em seguida destilar-lo em uma abordagem original.
Você também pode encontrar uma maneira de dizer algo semelhante à mensagem geral atrás de um website, o que não é cópia, mas sim apresentar uma nova interpretação de um modelo comprovado.

Mhaaa… eu tenho e você não tem.
7. Orgulho
Como mencionado, o orgulho garante qualidade, mas muito te leva facilmente pra fora da pista.
Quando o ego está super inflado e a auto-estima lá em cima, pode acontecer da criatividade ir embora e somente o seu nome bastar para gerar credibilidade no trabalho. Por isso, vemos constantemente um trabalho horrivel feito por algum pica e pensamos: como esse cara criou isso?
A compreensão de um designer fica abalada quando ele se acha o maioral, e acredito que isso se estende a todas as profissões. E quando isso acontece, o projeto tem a “cara” do designer e a missão do cliente fica perdida no meio do caminho.
O webdesigner deve permanecer no anonimato. Um usuário deve reconhecer que a estética por trás do site que está vendo, mas você deve ter cuidado de deixar uma marca muito pessoal em seus projetos. O orgulho é bom, mas, como todas as coisas, precisa de moderação. Mantê-lo em equilibrio é de sua responsabilidade.

- Eu sou demais… – Tá… só que “esse” sou eu;


Muito bom! Ótimas dicas para quem está começando agora.
Valeu diefferson. Pode apostar que vem mais coisa boa pela frente. Forte abraço.
RB
Sempre bom ver ideias de outros, (criativo), curti o post..aprendemos sempre mais.